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Ataques terroristas: Aumenta o receio de chegar às Ilhas e norte de Cabo Delgado de barco

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Com os novos ataques levados a cabo pelos terroristas às Ilhas de Nhonge e Vamizi e à aldeia de Olumboa, no Posto Administrativo de Mucojo, distrito de Macomia, aumenta o receio dos cidadãos em atravessar de barco paras as Ilhas que compõem o Arquipélago das Quirimbas, assim como para a zona norte da província de Cabo Delgado.

De acordo com as fontes, os ataques terroristas que se verificaram à aldeia de Olumboa e à Ilha de Vamizi, na semana finda, e à Ilha de Nhonge, em finais de Agosto último, aumentaram o nível de alerta para as populações e autoridades locais, pelo que os ilhéus e os residentes dos distritos de Palma e de algumas zonas de Mocímboa da Praia podem ficar definitivamente isoladas do resto do país, tal como as Forças de Defesa e Segurança (FDS) podem enfrentar dificuldades para abastecer as suas posiçõe

O transporte marítimo, refira-se, era o único meio mais seguro e ao qual a população recorria para o transporte de pessoas e bens dos distritos afectados pelos ataques militares até à cidade de Pemba, capital provincial de Cabo Delgado, assim como para fazer o percurso inverso, após tornar-se inseguro transitar via terrestre, usando a Estrada Nacional Nº. 380, que liga a cidade de Pemba com os distritos do centro e norte da província.

De acordo com fontes da “Carta”, tudo leva a crer que os insurgentes tentam, a todo o custo, expandir as suas acções pelas ilhas que se localizam mais a sul de Mocímboa da Praia, como forma de limitar a movimentação dos barcos e ampliar o controlo da região. As fontes acrescentam que as autoridades alertaram também que a zona está sob controlo e vigilância permanente, de modo a impedir que os terroristas cheguem à cidade de Pemba e à Ilha do Ibo, a maior e mais populosa ilha daquele Arquipélago, pelo que torna ainda mais difícil a travessia.

Neste fim-de-semana, “Carta” esteve na praia de Paquitequete, na terceira maior baía do mundo, onde ficou a saber que dois barcos de carga, que saíram de Pemba, há dias, com destino à vila-sede do distrito de Palma, ainda não chegaram ao destino e não se sabe nada sobre o seu paradeiro, aventando-se a possibilidade de os mesmos terem sido sequestrados pelos terroristas.

 

Ainda em Paquitequete, a nossa reportagem deparou-se com elevadas quantidades de sal e mais 60 sacos de cimento, que aguardavam pelo seu transporte para o distrito de Palma, devido ao receio do proprietário da embarcação.

 

Os ataques terroristas, que se verificam naquela província, desde Outubro de 2017, já causaram a morte de perto de 1.000 pessoas e a deslocação de cerca de 250 mil pessoas, para além da destruição de diverso património público e privado. O Comandante das Operações, na Polícia da República de Moçambique (PRM), Víctor Novela, disse, semana finda, durante um debate na Televisão de Moçambique (TVM), que existem acções conjuntas entre as forças moçambicanas e tanzanianas, na fronteira do Rovuma, com vista a combater o terrorismo no país.

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