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PCA do INSS: Governo hesita nomear um dos cinco candidatos propostos pela CTA

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Já passam mais de três semanas que o Governo tem em mãos uma lista de cinco nomes fornecidos pela CTA (Confederação das Associações Económicas), para, dentre eles, nomear o novo PCA do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), depois da exoneração do sindicalista Francisco Mazoio, a braços com processos judiciais por alegada corrupção.

O PCA do INSS é nomeado através de uma indicação rotativa pelas 3 partes que compõem a concertação social em Moçambique, a chamada Comissão Consultiva do Trabalho (Governo, patronato e sindicatos).

Depois da exoneração do sindicalista, cabe a vez da CTA. Em Setembro, o maior “lobby” empresarial enviou ao executivo o nome de Bernardo Cumaio, que dirige o pelouro de Política Financeira na organização. Após uma exposição pública sobre o passado improbo de Cumaio, nomeadamente quando ele foi gestor na Emose, o Governo decidiu devolver esse nome, tendo solicitado à CTA novos nomes. Prontamente, a CTA remeteu 5 propostas, passam três semanas.

Trata-se de Lucas Chachine (PCA na Moçambique Companhia de Seguros, Director da Nova Base e da Majuni Safaris, e Presidente da Câmara de Comércio Moçambique/África do Sul); António Sousa (Antigo Administrador na TDM e a Mcel), Pedro Baltazar (ligado ao sector de Segurança Privada; dirigiu a polémica comissão eleitoral interna na CTA aquando do despique eleitoral entre Agostinho Vuma e Quessanias Matsombe); Khabir Ibrahimo (empresário baseado em Nampula, um dos vice-presidentes da CTA) e Dixon Chongo (Presidente da Câmara dos Despachantes Aduaneiros de Moçambique.

Os cinco encontram-se em stand by, à espera de um veredito do Governo. No passado, nenhum deles mostrou credenciais específicas, um pensamento vago, sobre o que fazer com a gestão patrimonial do INSS e os desafios da segurança e protecção social em Moçambique.

De acordo com o seu relatório de contas de 2017, o INSS tem investidos 18 mil milhões de Mts, assim distribuídos por activos: 61,51% em depósitos a prazo; 22,67% na imobiliária; 9.18 % nas participações em sociedades; 6,0 % em Obrigações nas empresas, para além de 0,64% no património do ex. FAST (Fundo de Acção Social no Trabalho).

Tem também investimentos no Banco Internacional de Moçambique (Millenium BIM) 4,95%, no Banco Único 2,3% e detinha 78,57% do falido Nosso Banco. O INSS detém ainda participações de 3,65% na Moçambique Companhia de Seguros, 4,03% na Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos, 2,47% na Cervejas de Moçambique, 20% na construtora CETA (recentemente adquirida pelo Grupo Mondego, de Manuel Pereira) e 13,74% na Épsilon Investimentos.

 

FONTE:CARTAMZ

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